A Caixa de Ferramentas do Escritor

Todo escritor perde muito tempo garimpando as melhores ferramentas para o seu ofício.

Se estivéssemos no século XV, a discussão das rodas literárias, entre uma taça de vinho e outra, seria a mais nova e eficiente pena do mercado alemão.

Para nós, filhos da era tecnológica, sites, apps, programas, gadgets e ad-ons substituem os blocos, tinteiros, penas e enciclopédias.

Bem, nem sempre… Muitas vezes precisamos de um grande e respeitável dicionário de papel. Mas qual deles é o melhor?

O livro A Caixa de Ferramentas do Escritor é uma coletânea muito objetiva de recursos práticos, em sua maioria, gratuitos, levantada ao longo de anos de experiência da autora, escrevendo, editando, publicando e aconselhando escritores.

Considere o livro como uma lista única de escolhas fáceis e testáveis imediatamente, o que é o melhor de tudo.

Para que tudo isso?

Para que cada autor faça o que deve fazer: escrever, cada vez mais e melhor!

Pegue a sua!

10 coisas que eu gostaria de ter ensinado a mim mesma, bem antes…

Eu sempre soube que seria escritora.

Claro que a vida dá voltas e que fazemos opções das quais nos arrependemos, posteriormente.

Eu não fiz muitas… Mas uma péssima escolha numa outra área de formação, acabou comigo, por mais de 10 anos e como era relacionada justamente ao aspecto profissional, paralizou minhas forças, meus recursos e meus sonhos. Continue lendo “10 coisas que eu gostaria de ter ensinado a mim mesma, bem antes…”

10 coisas que eu gostaria de ter ensinado a mim mesma, bem antes…

High school library - happy student with bookEu sempre soube que seria escritora.

Claro que a vida dá voltas e que fazemos opções das quais nos arrependemos, posteriormente.

Eu não fiz muitas… Mas uma péssima escolha numa outra área de formação, acabou comigo, por mais de 10 anos e como era relacionada justamente ao aspecto profissional, paralisou minhas forças, meus recursos e meus sonhos.

Nesse período de exílio, escrevi pouco e pior: escrevi mal.

Falando especificamente sobre a carreira do escritor, gostaria de ter aprendido antes, algumas coisas que hoje viraram leis na minha vida.

A elas, imediatamente:

  1. Respeitar o ritmo: a atividade intelectual é cansativa e requer muita disciplina. Não conseguimos, contudo, uma concentração tal, que nos faça ficar grudados à cadeira por mais de 40 minutos. Sim, segundo os cientistas, a capacidade média de concentração entra em “picos” e não dura mais do que ¾ de hora, o que quer dizer, que você precisa MESMO de uma pausa, ou irá produzir menos do que gostaria. Por isso: não deixe tudo para a última hora. Se não esteve inspirado até agora, como acha que ficará, 20 minutos antes de enviar um texto? Antecipe-se.
  2. Amar os cronogramas:  preparar um plano que caiba no dia, sem que se fique atropelado por todos os imprevistos, além de sábio, é útil.  Programe-se e mais importante: CUMPRA o planejado!
  3. Retomar a produção: nisso eu dei sorte!  Leio alguns textos de 20 anos atrás, que escrevi sem muito preparo e acho que foram “psicografados”.  A grande sacada é que agora, pensando diferente e conhecendo mais técnicas e processos de escrita, posso reescrevê-los e torná-los, verdadeiramente, meus textos!
  4. Perceber o momento: relacionado ao item anterior, a percepção ligada ao momento é como uma intuição: devo mostrar o texto agora, ou posso esperar e enquanto isso, melhorá-lo? Se você não tem paciência, nem mesmo com sua própria produção, irá cair nas muitas armadilhas do tempo. Publicará coisas fraquinhas, será julgado antecipadamente e provavelmente, receberá o número suficiente de “nãos” que qualquer pessoa com um pingo de amor próprio não toleraria, ou seja: é capaz que desista, antes de começar. Acontece que o momento também tem um momentum… Não espere até que o texto “morra”, nem para os leitores, nem para você.
  5. Procurar os semelhantes: já percebeu que quase todo mundo que conhece “escreve”? Pois é. Este mundo não é tão grande assim e é claro que suas relações trarão mais semelhantes, do que diferentes. Aprender com eles e compartilhar as dúvidas, deve ser um exercício diário.
  6. Anotar as ideias: bem, acho que entendeu, claramente. De uns tempos para cá não consigo mais me desfazer de minhas cadernetas e fichas e adquiri o hábito inconveniente de, no meio de uma conversa, esticar o braço em sinal de “espere aí”, sacar a caneta e escrever a “genial” ideia que acabei de ter. Muitas vezes, dá em absolutamente nada; outras, era tudo o que faltava para completar a página…
  7. Lidar com a frustração: para mim, não há nada pior do que, ao passear por uma livraria, encontrar o título e o tema que “anotei”, 5 anos atrás, para um dia escrever. O que descobri, é que não sou só eu que tenho acesso irrestrito à Biblioteca Akáshica. Assim, virou questão de vida ou morte, tomar a seguinte atitude: a) quando tenho uma ideia, escrevo imediatamente sobre o assunto; b) ao achar a “minha ideia” numa publicação, abençoo o trabalho alheio e saúdo o Universo, que afinal, é pródigo!
  8. Cuidar da produção: quantos blogs já comecei? Quantas redes já integrei? De quantas coletâneas já participei, sem ficar com nenhum exemplar? Quantas matérias, artigos, comentários, publiquei e não tenho nem ideia de onde foram parar? Adoramos seguir a vida dos outros, mas e a nossa? Está organizada? Não é tanto “o que” você escreve, mas se não sabe nem por onde suas frases estão espalhadas, fica bem difícil gerenciar sua vida literária. Isso passa por organização, método e por backups… Ai ai ai… Você tem um? Não é suficiente! Armazene seus textos em locais diferentes, mantenha um diário de links e salve as páginas. Muitas coisas (ainda bem!)  não ficarão online para todo o sempre e daí que você nunca mais verá seu texto, caso tenha digitado diretamente num site, sem cópia.
  9. Economizar discursos: se o seu trabalho é fundamentalmente intelectual, é bem provável que só goste de falar sobre ele. A gente acaba cansando os amigos, os familiares, os companheiros, os filhos, os sobrinhos, os irmãos, os vizinhos, os alunos, os professores, com o nosso blá blá blá literário. Lembre-se, além disso, que amigo não é cliente! (Bem, entenda que o que escreveu até pode ser arte, mas o produto em si, é comercial, daí a questão do leitor/cliente!) Pode ser e pode não ser… Se você só manda um email quando vai lançar um livro, ou atualiza sua rede social quando escreveu um artigo, saiba que todos notam seu “interesse” pelos amigos. Acaso não sabe falar de outra coisa? UMPF! Marketing é bom… na medida certa.
  10. Perseverar no objetivo:  você tem um plano? Ótimo, é um bom começo. Não desista dele. Vá atrás do seu sonho e saiba, principalmente, que não será fácil alcançá-lo. Não se desepere: o mercado muda, a moda muda, as tendências mudam e se hoje existem 20 títulos sobre vampiro e sua obssessão é essa, caso a sua obra seja realmente boa, terá espaço. Leu o “realmente boa”? Pois é, enquanto espera as coisas se ajeitarem, cuide de melhorar: aprimore suas técnicas, estude, leia, refaça, conheça o trabalho de outros autores.
  11. Eram 10, mas acabou de ganhar um bônus: conselhos podem ser bons, sim! Aprendi na marra, com gente que não se importou com a minha cara de “sabe tudo”. Agradeço a eles e aviso: aproveite, porque a promoção está no fim… 😀

5 locais para achar ideias para seus artigos

Tapping a PencilTodo escritor sabe que as ideias para os artigos, contos, romances, poesias, etc., estão em toda parte. Livros, sites e cursos sobre escrita nos dizem para buscar inspiração nas nossas vidas e no mundo em que vivemos.

A Musa Inspiradora que todos procuramos, pode ser facilmente acessada através de alguns momentos de reflexão: verifique seus interesses, experiências de vida e os tópicos que mais o atraem quando procura algo para ler.

Parece que nosso cérebro “escreve” o que mais “lê” e assim, as referências vêm naturalmente se nos dedicarmos, apenas, a prestar atenção ao que consumimos em termos de informação.

Contudo, há fases, ou dias, nos quais a página em branco vira um monstro… A esse fato, é dado o nome de “bloqueio do escritor”.

Isso vira um verdadeiro pesadelo se você é um escritor freelancer, que escreve artigos para sites, ou blogs, por exemplo.

Então, se está tendo dificuldades para encontrar ideias para textos, aqui estão cinco possibilidades que podem desencadear algumas “ondas cerebrais de criatividade” e mais lucros, no final do mês:

  1. Fóruns: Vá onde seu público-alvo está e descubra o que é que eles precisam saber. Fóruns na web e redes sociais são dois ótimos lugares para achar grandes temas. Cada tipo de comércio, hobby, ou ocupação tem um fórum na internet. Se você está escrevendo não-ficção, este é um terreno fértil de idéias para artigos. Fóruns estão zumbindo com atividade como: questões que usuários postam, respostas e buscas por informações. Eles também são importantes porque atualizam os dados no que diz respeito aos últimos artigos e notícias publicadas, o que poupa muito tempo, para quem já não o tem! Seja o seu assunto borboletas, ou física quântica, haverá um fórum específico sobre isso;
  2. Páginas Editoriais: Se você quer escrever para uma revista, ou site e está lutando para encontrar algo “apropriado” para mostrar a eles, consulte a página específica de submissão de artigos, ou o Kit para Anunciantes. Ela é uma mina de ouro de informações para o escritor freelancer. Você pode pensar que não há o menor sentido em conhecer preços de anúncios, prazos ou tamanhos, mas cuidado! Olhe para além dessas informações. As diretrizes, muitas vezes, têm informações sobre temas propostos para o ano e os prazos para inscrições. Isso pode ser útil para gerar todas as idéias dentro de seus temas. Pacotes de mídia também costumam informar sobre o perfil do leitor, o que eles querem da revista, faixa etária, classe social e interesses em geral;
  3. Sites de Perguntas: Todo mundo tem perguntas, incluindo potenciais leitores. Com o advento de sites como Yahoo! Respostas, os escritores têm agora acesso a centenas de questões que pairam por aí. O site tem temas agrupados em “categorias”, resolvidas e em aberto, e até mesmo “Melhores Respostas” (que quase sempre estão bem longe de serem completas e é aí que você entra!). Por exemplo, se você escrever sobre paternidade, um rápido olhar para a seção “Perguntas resolvidas” mostra temas sobre “obesidade na infância”, “quando dizer a uma criança que ele foi adotada”, “como lidar com as birras da criança”… Já forneci três temas… 🙂
  4. Seções de Classificados: Como escritores freelancers, somos lembrados, repetidamente, que as ideias objetivas funcionam melhor do que qualquer outra coisa, para uma revista, ou jornal. Embora você possa ter acesso à linha editorial de uma publicação, nada lhe dá uma melhor percepção do perfil de leitores do que os classificados. Com a publicidade trazendo a maior parte da receita, os anúncios são sempre cuidadosamente orientados para os leitores. Estudar os anúncios sempre lhe dará uma boa idéia sobre o que o editor está procurando e o que interessa ao leitor. Anúncios de elevadores, de casas de férias na Europa, dica aos leitores idosos que se aposentaram e têm dinheiro para gastar… Revistas para um público de pais jovens são susceptíveis de veicularem publicidade relacionada à moda, marcas de produtos alimentares, saúde e produtos voltados para crianças. Estudo da publicidade concentram-se, fundamentalmente, num público-alvo. Que tipo de artigo seria de seu interesse? Cada revista tem sua marca própria e única. Olhe para os classificados e você será capaz de imaginar artigos direcionados para cada publicação, individualmente. Quer ser o freelancer favorito de um editor? Leia os classificados…
  5. Comunicados de imprensa: Este material é produzido por pessoas que trabalham para empresas, divulgando para a imprensa, novos produtos e serviços. São os velhos e bons Press Releases… A dica é buscá-los e a partir de um texto que já existe, desenvolver uma pesquisa, procurar estatísticas e compor um segundo material, que pode até mesmo, divulgar as informações que recebeu no Press Release. Para ilustrar esse artigo, entrei no Google e fiz uma busca por “press release: brinquedos”. Selecionei, à esquerda, a coluna “mais” e “no último mês“. Encontrei desde lançamento de games, aos artigos do MacDonalds falando de Mac Lanche Feliz, passando por feiras específicas do setor. O que eu faria em seguida? Escolheria um tema que me atraísse, no caso, lançamento de games, e buscaria, agora, especificamente: “press release: games”, filtrando o período para “na última semana”. Mais uma dica é usar sites que se dedicam a divulgar esse material como o http://www.brandpress.com.br, separado inclusive, por categorias!

Por favor, se tiver mais dicas de sites específicos, deixe um comentário.

Nossa comunidade de “escritores bloqueados” agradece! 😀